//Simplesmente ... “Mané”
Que dizer deste gênio que não tenha sido escrito e falado? É impossível agregar alguma coisa sobre a "estrela solitária", sobre o melhor ponta direita da historia (e para muitos), melhor tecnicamente falando, do que o Pelé.
Pues bem, só resta fazer papel de papagaio e repetir algo do que já foi dito, então, para quem não conheceu, faça o favor de tirar seu chapéu, boné etc, e faça seu gesto de reverencia, porque no vamos descrever a carreira de um "João" qualquer, vamos conhecer e reescrever um pouco do "Anjo das pernas tortas", ou se preferir ... simplesmente "Garrincha".
Manuel Francisco dos Santos, o Mané Garrincha ou simplesmente Garrincha, nasceu em Pau Grande (distrito de Magé Rio de Janeiro) no dia 18 de outubro de 1933 e deixou a terra na cidade do Rio de Janeiro, em dia 20 de janeiro de 1983. O melhor driblador e ponta direita de todos os tempos, passou uma infância humilde ao lado de quinze irmãos. Uma das suas irmã o teria apelidado de Garrincha, fazendo uma associação com um passarinho muito comum na região serrana de Petrópolis, conhecido por este nome.
Uma das características marcantes deste genial artista do futebol, era sua perna esquerda, seis centímetros mais curta que a direita. Alguns dizem que ele nasceu assim, outros afirmam ter sido uma sequela de poliomielite (o certo é que isso não o incomodou no mais minimo para jogar bola).
Aos catorze anos de idade começou a jogar no Esporte Clube de Pau Grande, e seu talento, já manifestado, despertou a atenção de Arati: um ex-jogador do Botafogo. Teve uma breve passagem pelo Serrano Football Club até decidir fazer um teste pelo Botafogo de Futebol e Regatas. O mesmo Nilton Santos (sagueiro do Botafogo naquela ocasião) já contou parte dessa historia. Segundo este grande defensor do Botafogo, durante o treino foi literalmente "humilhado" pelo "Mané", o que faria que o sagueiro do Botafogo exigi-se a imediata contratação de Garrincha falando: "O garoto é um monstro. Acho bom vocês o contratarem. É melhor ele conosco do que contra nós".
Confira abaixo o relato do treino no livro Estrela Solitária, a biografia de Garrincha, de Ruy Castro.
"Quando aquele ponta novato dominou a bola e parou para esperá-lo, Nílton partiu tranqüilo para desarmá-lo. Tranqüilo até demais - porque, quando se deu conta, já havia sido driblado para fora. Correu atrás dele e, quando emparelharam, o ponta freou cantando os pneus. Ficaram de novo frente a frente. Nílton entrou duro para assustá-lo, mas foi driblado outra vez - e do mesmo jeito. Em outra jogada, minutos depois, o pontinha cometeu a suprema indelicadeza e enfiou-lhe a bola entre as pernas. Até então, Nílton Santos nunca permitiria tal desfeita a ninguém. Tudo isso é fato, mas o tempo exagerou o que aconteceu. Os relatos futuros criaram a ilusão de um fantástico baile de Garrincha em Nílton Santos. E não foi bem assim. Houve lances em que Nílton Santos também desarmou Garrincha com facilidade e igualmente o driblou".
O primeiro jogo de Garrincha com a camisa do Botafogo aconteceu no dia 19 de julho de 1953, Botatogo 6 x 3 Bonsucesso, com um gol de Garrincha. Segundo conta a história, o preparador físico Paulo Amaral, responsável pela equipe mista, colocaria em seu relatório que o jogador tinha um único defeito: driblava muito!
Garrincha escreveu grande parte da sua história pelo Botafogo (período de 1953-1965), porem, fez parte da seleção do Brasil (de 1957-1966), na qual foi campeão nas copas de 1958 e 1962. Nesta última, Pelé deveu sair da seleção por causa de uma contusão no segundo jogo frente a seleção de Tchecoslováquia. Foi desde este segundo jogo que "Mané" Garrincha carregou a seleção do Brasil nas costas (logicamente acompanhado de não menos grandes jogadores como o mesmo Nilton Santos, Amarildo, Zito e Vavá entre outros).
Garrincha desequilibrou todas as defesas que enfrentara, e levaria ao Brasil até a sua segunda conquista de Copa do Mundo numa final frente a mesma Tchecoslováquia de primeira ronda, e com um resultado indiscutível de 3x1 para seleção dirigida por Aymore Moreira. Na sua última Copa de 1966, novamente o Pelé sairia lesionado, porem o Brasil enfrentaria tremendos adversários como Hungria e Portugal do "Pantera Negra" Eusébio, e assim ficando eliminados em primeira rodada da competição. De qualquer forma, grande parte da gloria escrita pela seleção do Brasil, se debe a habilidade deste jogador, que mais que um jogador poderíamos suspeitar (ou confirmar) de vida extraterrestre no planeta, porque Garrincha não era um craque .. era um extraterrestre!
Claro, não podemos esquecer que a Copa de 1958, também se debe em grande parte as loucuras de Garrincha dentro do campo.
No Botafogo jogou 614 partidas e deixou a equipe com um gol marcado no clássico Botafogo 1x0 Flamengo do dia 22 de agosto de 1965. Durante a carreira no "Fogão" marcou 245 gols. Depois jogou alguns meses no Sport Club Corinthians Paulista (1966) e no Clube de Regatas do Flamengo (1969) já na sua quase acabada carreira. Passou por um curto período de tempo pelo Olaria em 1972, e despi-diose dos campos de futebol no dia 19 de dezembro de 1973, no que é lembrado como "o jogo da gratidão".
Naquele jogo despedida com a humildade e transparência que sempre caracterizaram a Garrincha, deu a volta ao campo, desprendeu-se da camisa e jogou-a para a torcida com um sorriso, enquanto das arquibancadas e das gerais, só se escutavam os aplausos e os gritos de “Garrincha, Garrincha, Garrincha!” (Parte de essa despedida você pode conferir mais abaixo na reedição de vídeos que preparamos para este artigo).
De "Mané" Garrincha como jogador nada melhor do que o texto de Nelson Rodrigues no libro "À sombra das chuteiras imortais", Crônicas de futebol. Editora: Companhia da letras (que você pode desfrutar a seguir):.
Vocês se lembram de Charles Claplin, em Luzes da Ribalta, fazendo número das pulgas adestradas? Pois bem, Mané deu-nos um alto momento chaplinhano. E o efeito foi uma bomba.
Na primeira bola que recebeu já o povo começou a rir. Aí é que está o milagre. O povo ria antes da jogada, da graça, da pirueta. Ria adivinhando que Garrincha ia fazer a sua grande área como na ópera. Como se sabe só o jogador medíocre faz futebol de primeira. O craque, o virtuoso, o estilista prende a bola. Sim, ele cultiva a bola como uma orquídea de luxo.
Foi uma das jogadas mais histriônicas de toda a vida de Mané. Primeiro pulou por cima da bola. Fez que ia, mas não foi. Pula pra lá, pra cá. Com a delirante agilidade de 58. Lá estava a bola imóvel, impassível, submissa ao gênio. E garrincha só faltou plantar bananeiras.
Esse rapaz da raiz da serra compensou-nos de todas as nossas humilhações pessoais e coletivas. Vocês sabem que do nosso lábio sempre pendeu a baba elásticas e bobina da humildade. De 58 a 62, o mais indigente dos brasileiros pode tecer a sua fantasia de onipotência.
E por tudo isso, as multidões – sem que ninguém pedisse ou sem que ninguém lembrasse –, as massas derrubaram os portões e oferecerem a Mané Garrincha uma festa de amor como não houve igual nunca, assim na terra como no céu.
Nelson Rodrigues
Garrincha nunca gostou de aparecer na mídia, e uma vez abandonado a carreira como jogador, só reapareceu consumido pelo alcoolismo num carro alegórico do Carnaval do Rio de Janeiro em 1980 (homenagem realizado pela Mangueira). Na clínica do dr. Eiras, seus amigos nunca o abandonaram, e justamente na noite em que o deixaram sozinho, numa madrugada de Domingo para segunda-feira Garrincha foi derrotado pela bebida, deixando este planeta em 20 de janeiro de 1983.
Veja no vídeo abaixo um recompilado de Garrincha com o Botafogo, Seleção Brasileira, imagens da BBC no jogo "da gratidão 1973" e um depoimento do Gerson. Se você ainda não morreu de saudade .. assista sem moderação.
Que dizer deste gênio que não tenha sido escrito e falado? É impossível agregar alguma coisa sobre a "estrela solitária", sobre o melhor ponta direita da historia (e para muitos), melhor tecnicamente falando, do que o Pelé.
Pues bem, só resta fazer papel de papagaio e repetir algo do que já foi dito, então, para quem não conheceu, faça o favor de tirar seu chapéu, boné etc, e faça seu gesto de reverencia, porque no vamos descrever a carreira de um "João" qualquer, vamos conhecer e reescrever um pouco do "Anjo das pernas tortas", ou se preferir ... simplesmente "Garrincha".
Manuel Francisco dos Santos, o Mané Garrincha ou simplesmente Garrincha, nasceu em Pau Grande (distrito de Magé Rio de Janeiro) no dia 18 de outubro de 1933 e deixou a terra na cidade do Rio de Janeiro, em dia 20 de janeiro de 1983. O melhor driblador e ponta direita de todos os tempos, passou uma infância humilde ao lado de quinze irmãos. Uma das suas irmã o teria apelidado de Garrincha, fazendo uma associação com um passarinho muito comum na região serrana de Petrópolis, conhecido por este nome.
Uma das características marcantes deste genial artista do futebol, era sua perna esquerda, seis centímetros mais curta que a direita. Alguns dizem que ele nasceu assim, outros afirmam ter sido uma sequela de poliomielite (o certo é que isso não o incomodou no mais minimo para jogar bola).
Aos catorze anos de idade começou a jogar no Esporte Clube de Pau Grande, e seu talento, já manifestado, despertou a atenção de Arati: um ex-jogador do Botafogo. Teve uma breve passagem pelo Serrano Football Club até decidir fazer um teste pelo Botafogo de Futebol e Regatas. O mesmo Nilton Santos (sagueiro do Botafogo naquela ocasião) já contou parte dessa historia. Segundo este grande defensor do Botafogo, durante o treino foi literalmente "humilhado" pelo "Mané", o que faria que o sagueiro do Botafogo exigi-se a imediata contratação de Garrincha falando: "O garoto é um monstro. Acho bom vocês o contratarem. É melhor ele conosco do que contra nós".
Confira abaixo o relato do treino no livro Estrela Solitária, a biografia de Garrincha, de Ruy Castro.
"Quando aquele ponta novato dominou a bola e parou para esperá-lo, Nílton partiu tranqüilo para desarmá-lo. Tranqüilo até demais - porque, quando se deu conta, já havia sido driblado para fora. Correu atrás dele e, quando emparelharam, o ponta freou cantando os pneus. Ficaram de novo frente a frente. Nílton entrou duro para assustá-lo, mas foi driblado outra vez - e do mesmo jeito. Em outra jogada, minutos depois, o pontinha cometeu a suprema indelicadeza e enfiou-lhe a bola entre as pernas. Até então, Nílton Santos nunca permitiria tal desfeita a ninguém. Tudo isso é fato, mas o tempo exagerou o que aconteceu. Os relatos futuros criaram a ilusão de um fantástico baile de Garrincha em Nílton Santos. E não foi bem assim. Houve lances em que Nílton Santos também desarmou Garrincha com facilidade e igualmente o driblou".
O primeiro jogo de Garrincha com a camisa do Botafogo aconteceu no dia 19 de julho de 1953, Botatogo 6 x 3 Bonsucesso, com um gol de Garrincha. Segundo conta a história, o preparador físico Paulo Amaral, responsável pela equipe mista, colocaria em seu relatório que o jogador tinha um único defeito: driblava muito!
Garrincha escreveu grande parte da sua história pelo Botafogo (período de 1953-1965), porem, fez parte da seleção do Brasil (de 1957-1966), na qual foi campeão nas copas de 1958 e 1962. Nesta última, Pelé deveu sair da seleção por causa de uma contusão no segundo jogo frente a seleção de Tchecoslováquia. Foi desde este segundo jogo que "Mané" Garrincha carregou a seleção do Brasil nas costas (logicamente acompanhado de não menos grandes jogadores como o mesmo Nilton Santos, Amarildo, Zito e Vavá entre outros).
Garrincha desequilibrou todas as defesas que enfrentara, e levaria ao Brasil até a sua segunda conquista de Copa do Mundo numa final frente a mesma Tchecoslováquia de primeira ronda, e com um resultado indiscutível de 3x1 para seleção dirigida por Aymore Moreira. Na sua última Copa de 1966, novamente o Pelé sairia lesionado, porem o Brasil enfrentaria tremendos adversários como Hungria e Portugal do "Pantera Negra" Eusébio, e assim ficando eliminados em primeira rodada da competição. De qualquer forma, grande parte da gloria escrita pela seleção do Brasil, se debe a habilidade deste jogador, que mais que um jogador poderíamos suspeitar (ou confirmar) de vida extraterrestre no planeta, porque Garrincha não era um craque .. era um extraterrestre!
Claro, não podemos esquecer que a Copa de 1958, também se debe em grande parte as loucuras de Garrincha dentro do campo.
No Botafogo jogou 614 partidas e deixou a equipe com um gol marcado no clássico Botafogo 1x0 Flamengo do dia 22 de agosto de 1965. Durante a carreira no "Fogão" marcou 245 gols. Depois jogou alguns meses no Sport Club Corinthians Paulista (1966) e no Clube de Regatas do Flamengo (1969) já na sua quase acabada carreira. Passou por um curto período de tempo pelo Olaria em 1972, e despi-diose dos campos de futebol no dia 19 de dezembro de 1973, no que é lembrado como "o jogo da gratidão".
Naquele jogo despedida com a humildade e transparência que sempre caracterizaram a Garrincha, deu a volta ao campo, desprendeu-se da camisa e jogou-a para a torcida com um sorriso, enquanto das arquibancadas e das gerais, só se escutavam os aplausos e os gritos de “Garrincha, Garrincha, Garrincha!” (Parte de essa despedida você pode conferir mais abaixo na reedição de vídeos que preparamos para este artigo).
De "Mané" Garrincha como jogador nada melhor do que o texto de Nelson Rodrigues no libro "À sombra das chuteiras imortais", Crônicas de futebol. Editora: Companhia da letras (que você pode desfrutar a seguir):.
Vocês se lembram de Charles Claplin, em Luzes da Ribalta, fazendo número das pulgas adestradas? Pois bem, Mané deu-nos um alto momento chaplinhano. E o efeito foi uma bomba.
Na primeira bola que recebeu já o povo começou a rir. Aí é que está o milagre. O povo ria antes da jogada, da graça, da pirueta. Ria adivinhando que Garrincha ia fazer a sua grande área como na ópera. Como se sabe só o jogador medíocre faz futebol de primeira. O craque, o virtuoso, o estilista prende a bola. Sim, ele cultiva a bola como uma orquídea de luxo.
Foi uma das jogadas mais histriônicas de toda a vida de Mané. Primeiro pulou por cima da bola. Fez que ia, mas não foi. Pula pra lá, pra cá. Com a delirante agilidade de 58. Lá estava a bola imóvel, impassível, submissa ao gênio. E garrincha só faltou plantar bananeiras.
Esse rapaz da raiz da serra compensou-nos de todas as nossas humilhações pessoais e coletivas. Vocês sabem que do nosso lábio sempre pendeu a baba elásticas e bobina da humildade. De 58 a 62, o mais indigente dos brasileiros pode tecer a sua fantasia de onipotência.
E por tudo isso, as multidões – sem que ninguém pedisse ou sem que ninguém lembrasse –, as massas derrubaram os portões e oferecerem a Mané Garrincha uma festa de amor como não houve igual nunca, assim na terra como no céu.
Nelson Rodrigues
Garrincha nunca gostou de aparecer na mídia, e uma vez abandonado a carreira como jogador, só reapareceu consumido pelo alcoolismo num carro alegórico do Carnaval do Rio de Janeiro em 1980 (homenagem realizado pela Mangueira). Na clínica do dr. Eiras, seus amigos nunca o abandonaram, e justamente na noite em que o deixaram sozinho, numa madrugada de Domingo para segunda-feira Garrincha foi derrotado pela bebida, deixando este planeta em 20 de janeiro de 1983.
Veja no vídeo abaixo um recompilado de Garrincha com o Botafogo, Seleção Brasileira, imagens da BBC no jogo "da gratidão 1973" e um depoimento do Gerson. Se você ainda não morreu de saudade .. assista sem moderação.
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Títulos Conquistados na Carreira:
Campeonatos Pelo Botafogo
Campeonato Carioca (1957, 1961 e 1962)
Rio-São Paulo (1962 e 1964)
Quadrangular Interestadual (1954)
Quadrangular de Bogotá (1960)
Pentagonal do México (1962)
Torneio de Paris (1963)
Torneio Gov. Magalhães Pinto (1964)
Torneio Jubileu de Ouro da Associação de Futebol – La Paz (1964).
Pelo Corinthians:
Rio-São Paulo (1966)
Seleção Nacional
Copa do Mundo: (1958 e 1962)
Taça Bernardo O'Higgins: (1955, 1959 e 1961)
Taça Oswaldo Cruz: (1958, 1961 e 1962)
Copa Rocca: (1960)
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Quer comentar? Descendo no post tem espaço aberto
A finalidade deste espaço é somar valor as matérias e estabelecer um contato mais fluido com os visitantes.. Aprecia-se a brevidade, claridade dos textos, e o bom uso da linguagem: spam, qualquer tipo de insultos ou agressões verbais não será publicados. Correções, criticas e sugestões como (qual o grande jogador que gostaria reviver nesta área) , entre outras, são muito bem vindas. Interagir com a página incentiva para realizarmos um trabalho cada vez melhor.
! Nota (Pt) : No Internet Explorer ao enviar o comentário na primeira vez, pode receber a mensagem "Não foi possível o envio, tente novamente". Se for o caso tente novamente que seu comentário será enviado. Não podemos nem pedir desculpas pelo transtorno já que o erro acontece neste navegador e não pelo sistema de comentários.
Campeonatos Pelo Botafogo
Campeonato Carioca (1957, 1961 e 1962)
Rio-São Paulo (1962 e 1964)
Quadrangular Interestadual (1954)
Quadrangular de Bogotá (1960)
Pentagonal do México (1962)
Torneio de Paris (1963)
Torneio Gov. Magalhães Pinto (1964)
Torneio Jubileu de Ouro da Associação de Futebol – La Paz (1964).
Pelo Corinthians:
Rio-São Paulo (1966)
Seleção Nacional
Copa do Mundo: (1958 e 1962)
Taça Bernardo O'Higgins: (1955, 1959 e 1961)
Taça Oswaldo Cruz: (1958, 1961 e 1962)
Copa Rocca: (1960)
///////////////////////////////////////////GARRINCHA COM O BOTAFOGO 1962
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